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Botucatu fabricou 716 ônibus a menos que o Rio Grande do Sul em 4 meses
Publicado em 13 de Maio de 2026 20:03
O setor produtivo de ônibus de Botucatu fabricou 716 ônibus a menos que todas as três maiores montadoras do Rio Grande do Sul. Marcopolo, Comil e Neobus totalizaram 3.421 ônibus no primeiro quadrimestre do ano. (A Volare, do Grupo Marcopolo e Agrale têm unidade no Espirito Santo).
Em Botucatu foram montados 2.706 unidades, consolidando o município e região como o principal polo produtor de ônibus de São Paulo, somando as produções da Caio e Irizar. O setor metalmecânico e elétrico automotivo de Botucatu dedicado a fabricação de ônibus, aviões, peças automotivas, máquinas agrícolas e peças aeroespaciais é o maior empregador da região, com cerca de 25 mil pessoas em diversas empresas dessas cadeias produtivas.
NÚMEROS - O Brasil produziu 8,7 mil ônibus no quadrimestre. A Induscar Caio liderou a produção nacional de carrocerias de ônibus entre janeiro e abril de 2026, consolidando-se como a principal fabricante do setor no país. Segundo levantamento da FABUS, a empresa alcançou a marca de 2.514 unidades produzidas no período, mantendo forte presença principalmente nos segmentos urbano e de micro-ônibus.
Na segunda colocação aparece a Marcopolo, com 1.508 veículos fabricados. A empresa tem destaque para a produção de ônibus rodoviários e urbanos.
A Neobus registrou 1.336 unidades produzidas, concentrando boa parte da fabricação no segmento de micro-ônibus. A Comil 577 veículos. Já a Mascarello contabilizou 1.212 carrocerias no primeiro quadrimestre do ano.
O relatório aponta a produção da Irizar do Brasil em 192 ônibus rodoviários no período analisado de Janeiro a Abril.
A Busscar, do Grupo Caio, dedicado aos modelos rodoviários, produziu em Santa Catarina, 313 unidades.
Os dados mostram o crescimento do setor de transporte coletivo no Brasil em 2026, impulsionado principalmente pela renovação de frotas urbanas, expansão do segmento rodoviário e aumento da demanda por veículos voltados ao transporte regional e escolar, além de programas federais.
O setor entende que o aumento do custo do combustível aéreo, devido a guerra no Oriente Médio, a produção de ônibus rodoviário deverá aumentar.



