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Ferramentas genéticas rápidas ajudam na proteção de tubarões e raias ameaçados
Publicado em 22 de Setembro de 2025 07:08
O uso de técnicas genéticas rápidas pode se tornar um aliado essencial na conservação de espécies de tubarões, raias e quimeras. É o que mostra um estudo publicado na revista Molecular Ecology Resources, que avaliou a aplicabilidade de métodos baseados em DNA/eDNA para identificar espécies em tempo real, combater o comércio ilegal e monitorar populações.
O trabalho é resultado da colaboração de 14 pesquisadores de diferentes instituições, sob coordenação da professora Vanessa Paes da Cruz, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas – Zoologia do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB/Unesp). Entre os participantes está Aisni M. C. L. Adachi, aluna de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Zoologia (IBB/Unesp), orientada por Vanessa Paes. “O guia de ferramentas moleculares rápidas contribuirá para orientar profissionais na identificação genética de espécies e auxiliará diretamente nos esforços de conservação e fiscalização”, explica Marcela Alvarenga, idealizadora do projeto e pesquisadora na Associação BIOPOLIS (Universidade do Porto, Portugal).
O estudo mostra que a aplicação dessas técnicas pode revolucionar a fiscalização ambiental, permitindo identificar espécies ameaçadas em tempo real. “Com o avanço das técnicas genéticas, agora podemos identificar espécies ameaçadas em tempo real, o que é um avanço significativo para a fiscalização e conservação. O uso dessas ferramentas permite que autoridades ambientais e pesquisadores obtenham respostas mais rápidas e precisas”, destaca Ingrid Bunholi, autora principal do artigo e pesquisadora na University of Texas at Austin Marine Science Institute.
Apesar das perspectivas promissoras, ainda existem desafios para a implementação, como a padronização dos protocolos e a necessidade de bases de dados genéticas mais completas.“Nosso estudo evidencia a importância da cooperação entre cientistas, gestores e órgãos ambientais para que essas técnicas sejam incorporadas de forma efetiva nas políticas de manejo e conservação. Também é essencial investir na capacitação de profissionais e na estruturação de laboratórios”, afirma Patricia Charvet, uma das coordenadoras da UICN SSC SSG para a América do Sul.


