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Notícia

Gripe aumentou e preocupa na região: SP teve 547 mortes em 3 meses

Publicado em 28 de Abril de 2026 23:50

O Boletim Epidemiológico de Síndromes Gripais do Estado de São Paulo, referente até a Semana Epidemiológica 14 de 2026, (até 4 de abril), mostra um cenário de forte circulação de vírus respiratórios, na região de Bauru e para os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos, que somam altas taxas de óbitos.

 

Entre os Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs) do Estado, Bauru - da qual o municipio está vinculado - apresentou a maior taxa de positividade para vírus respiratórios: 68% das amostras coletadas tiveram resultado positivo, número bem superior à média estadual, que foi de 44%. Isso indica maior circulação de vírus respiratórios na região e maior atenção para os serviços de saúde.

 

RINOVÍRUS - No total do Estado, as Unidades Sentinela do Estado coletaram 2.246 amostras respiratórias de pacientes com síndrome gripal (SG), sendo que 985 testaram positivo para algum vírus respiratório. O rinovírus foi o mais identificado, responsável por 51% dos casos positivos.

 

BEBÊS - Entre os pacientes analisados, crianças menores de 1 ano apresentaram a maior taxa de positividade, com 54%, demonstrando que os bebês estão entre os grupos mais vulneráveis às infecções respiratórias.

 

MORTES DE INFLUENZA, COVID, VÍRUS SINCICIAL

Até 4 de abril foram registrados 8.414 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado de São Paulo. Desses, 547 evoluíram para óbito, o que representa uma taxa de letalidade de 6,5%.

 

Entre as principais causas das internações estão Covid-19, com 778 casos e 121 mortes; Influenza, com 835 internações e 51 óbitos; e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 294 casos e 3 mortes. No entanto, a maior parte ainda aparece como SRAG não especificada.

 

COMORBIDADES - O boletim da Vigilância aponta ainda que 80% dos pacientes que morreram tinham alguma comorbidade ou fator de risco, e os idosos com 70 anos ou mais foram os que apresentaram maior taxa de mortalidade. Já na análise dos surtos institucionais de síndrome gripal, foram registrados 58 surtos, totalizando 522 casos.

 

ASILOS - As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), como asilos e casas de repouso, concentraram a maior parte desses surtos, com 17 registros e 207 casos, o equivalente a 40% do total. Entre os infectados, os idosos com 70 anos ou mais representaram 45% dos casos. Além disso, esse mesmo grupo apresentou a maior frequência de mortes, com 2,6% dos casos evoluindo para óbito.

 

Os dados indicam - segundo os médicos - a necessidade de vacinação, monitoramento e ações preventivas por parte dos pais e cuidadores, principalmente entre crianças pequenas, idosos e moradores de instituições de longa permanência.

 

Principais indicadores gripais - Dados GVE

Indicador

Valor

Positividade média no Estado de SP

44%

Positividade no GVE de Bauru

68%

Amostras coletadas de SG

2.246

Testes positivos

985

Rinovírus entre os positivos

51%

Menores de 1 ano com positividade

54%

Casos hospitalizados de SRAG

8.414

Óbitos por SRAG

547

Letalidade da SRAG

6,5%

Surtos institucionais de SG

58

Total de casos em surtos

522

Casos em ILPI (asilos)

207 (40%)

Idosos 70+ nos surtos

45%

Óbitos em idosos 70+ em ILPI

2,6%

Leitura da gripe/26

  • Bauru teve a maior circulação de vírus respiratórios do Estado, com 68% de positividade.
  • Bebês menores de 1 ano foram o grupo com maior taxa de infecção: 54%.
  • Houve mais de 8,4 mil internações por SRAG e 547 mortes.
  • Asilos e casas de repouso concentraram grande parte dos surtos.
  • Idosos com mais de 70 anos foram o grupo com maior risco de morte.

Gráfico gerado por IA

 


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