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Notícia

IBB/Unesp inaugura novos espaços e amplia infraestrutura para ensino, pesquisa e divulgação científica

Publicado em 04 de Maio de 2026 17:40

No dia 29 de abril, o Instituto de Biociências de Botucatu (IBB/Unesp), celebrou a inauguração de três novos espaços que ampliam sua infraestrutura e fortalecem a qualidade do ensino, da pesquisa e da divulgação científica. Foram apresentados à comunidade universitária o Centro de Exposições Espaço Ciência, a Sala dos Docentes e o Laboratório Didático de Informática.

O Centro de Exposições integra o Espaço Ciência, concebido como um museu contemporâneo dedicado à comunicação pública da ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa faz parte do conjunto de estruturas que compõem o Museu da Biodiversidade, organizado em cinco pilares: Centro de Coleções Biológicas, Espaço Ciência, Herbário, Jardim Botânico e Museu de Anatomia.

O Espaço Ciência reúne diferentes ambientes voltados à difusão do conhecimento, como laboratório didático, anfiteatro em formato de arena, agência de divulgação científica e comunicação, além de espaços expositivos como o Museu de Anatomia e o Museu da Vida da Terra. O novo Centro de Exposições passa a concentrar parte dessas atividades em uma estrutura física dedicada à realização de mostras e ações de aproximação com a sociedade.

Outro espaço inaugurado foi a Sala dos Docentes, localizada na Central de Aulas. Pensada para o acolhimento e bem-estar dos professores, a sala oferece um ambiente confortável e estruturado para momentos de descanso, alimentação e organização das atividades ao longo da rotina acadêmica.

A cerimônia também marcou a entrega do Laboratório Didático de Informática, equipado com mais de 60 estações de trabalho, ampliando as condições para a realização de aulas práticas e atividades acadêmicas. O espaço poderá ser utilizado, inclusive, por cursos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e da Faculdade de Medicina (FMB), visto que o IBB atua diretamente nas disciplinas do ciclo básico dos cursos de graduação, contribuindo para o acolhimento de turmas com vários estudantes.

A reitora da Unesp, professora Maysa Furlan, destacou a relevância dos novos espaços para a missão institucional da Universidade: “A inauguração desses espaços representa tudo o que desenvolvemos na nossa universidade em termos de formação de recursos humanos, produção de conhecimento e extensão. Trata-se de uma relação em mão dupla com a comunidade, já que esses ambientes também ampliam as oportunidades de receber a sociedade dentro do campus. São espaços pensados com um olhar atento tanto para o público externo quanto para o bem-estar de nossos estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos.” 

A diretora do IBB/Unesp, professora Percília Giaquinto, ressaltou o impacto dos novos espaços para a comunidade acadêmica e para a sociedade: “Inauguramos ambientes que contemplam o bem-estar, o ensino e a pesquisa dos nossos alunos, além de espaços que dialogam diretamente com a sociedade. Esses locais cumprem um papel extensionista fundamental, reafirmando uma das principais funções da universidade pública.”

 Confira a carta de agradecimento da professora Adriane Pinto Wasko, Coordenadora do Espaço Ciência. 

Bom, hoje é um dia em que a gente pode dizer “demorou, mas saiu!”

O Espaço Ciência, incluindo esta área que hoje estamos inaugurando formalmente - o Centro de Exposições - é um museu contemporâneo de ciência. Ou seja, um local dedicado à comunicação pública da ciência, tecnologia e inovação. E que, por meio de exposições, atividades interativas e programas educativos, busca promover a compreensão crítica da ciência, o engajamento do público e o diálogo entre ciência e sociedade. Mas, como todo museu, o Espaço Ciência também é um espaço de memória.

E, ao falarmos de memória, não podemos deixar de lembrar da história e das muitas pessoas que nos trouxeram até este momento. Por isso, gostaria de compartilhar brevemente a trajetória do Espaço Ciência e, ao mesmo tempo, agradecer aos gestores, docentes e técnicos administrativos sem os quais este sonho não teria se concretizado. Porque este sonho não é somente de agora.

Desde a criação do curso de graduação em Ciências Biológicas, em 1964, na então Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu, já existia entre seus professores o desejo de criar um Museu de História Natural. No entanto, por diversas dificuldades financeiras, técnicas e operacionais, essa ideia precisou ser adiada. E o sonho ficou guardado. Anos mais tarde, já no então criado Instituto de Biociências de Botucatu, um novo grupo de docentes retomou essa proposta, agora com uma visão mais ampla e contemporânea - um espaço museológico que não apenas apresentasse conteúdos ao público, mas que também o envolvesse como agente ativo na construção do conhecimento. Mas, ainda assim, novamente, o projeto não pôde ser concretizado naquele momento. Mas o sonho continuou lá, na vontade de alguns docentes.

Foi somente em 2020, cinquenta e sete anos após o plano original, que conseguimos não apenas estruturar um novo projeto de um museu científico, mas também captar os primeiros recursos financeiros, por meio da aprovação de uma emenda parlamentar da deputada Tabata Amaral, e revitalizar uma área física para dar origem ao Centro de Exposições do Espaço Ciência. Um espaço que foi pensado para envolver tanto a comunidade interna quanto externa da Universidade na promoção da educação científica, lazer e inclusão social por meio de atividades minds-on, hands-on e hearts-on. Ou seja, o Centro de Exposições será um lugar para pensar, se envolver e se emocionar com a ciência.

Hoje, portanto, celebramos mais de seis décadas desde o nascimento desse sonho. Um sonho que se tornou realidade graças ao esforço das últimas gestões do Instituto de Biociências, da Reitoria da UNESP e, sobretudo, ao trabalho coletivo de tantos docentes e tantos e tantos técnicos. Seria impossível nomear todas estas pessoas sem correr o risco de cometer injustiças e deixar de agradecer alguém. Mas tenho certeza de que cada um sabe o papel fundamental que teve nesta trajetória e espero que se sintam muito orgulhosos deste momento. Eu também sei o papel de todos vocês e sou profundamente grata por finalmente termos nosso museu de ciência.

Ainda assim, gostaria de citar alguns nomes que, nos últimos anos, dedicaram muito tempo, energia e compromisso para que o Espaço Ciência - incluindo o Centro de Exposições - deixasse de ser um projeto no papel e se tornasse realidade. Agradeço às professoras Selma Michelin Matheus e Silvia Mitiko Nishida e, de forma muito especial, aos técnicos Marcio Adriano Consorte, Flávia Fernandes Vernini Rodelli, Marcos Araujo de Matos, Jairo Tavares Junior, Cledemar Barduco Jr, Rosana Maria Barreto Colichi e Ligia Berti Mozena, cuja dedicação, resiliência e prontidão foram fundamentais para concretizar este sonho.

E, para encerrar, eu desejo que este espaço seja mais do que um local de exposições: que seja um ambiente vivo, de encontro, de curiosidade e de transformação. Que inspire novas gerações, aproxime realmente a ciência da sociedade e mantenha sempre acesa a chama que deu origem a tudo isso – a vontade e o empenho.



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