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Notícia

Laboratório TOXICAM da Unesp aprimora o Biotério de Zebrafish

Publicado em 27 de Outubro de 2025 07:12

A Profa. Dra. Lilian C. Pereira, da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu (FCA/Unesp),recebeu a aprovação de um projeto junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que garantirá R$ 2 milhões em investimentos voltados à modernização e ampliação do Biotério de Zebrafish, coordenado pelo Laboratório TOXICAM – Núcleo de Avaliação do Impacto Ambiental sobre a Saúde Humana que está localizado na Unidade de Pesquisa Experimental (UNIPEX) da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp).

O recurso, concedido pela chamada PAIP – Programa de Apoio à Infraestrutura de Pesquisa – Infraestrutura de Biotérios e de Biossegurança (2024/2025, Faixa A), permitirá aprimorar as condições de manejo, criação e experimentação do modelo biológico Zebrafish (Danio rerio) - já consolidado na UNIPEX como uma das principais ferramentas para pesquisas em toxicologia, biologia do desenvolvimento, genética, comportamento e ensaios pré-clínicos.

“O biotério já está em pleno funcionamento e essa conquista vai permitir um salto considerável em qualidade e agilidade nas pesquisas, com a aquisição de equipamentos de ponta que abrangem desde a criação dos organismos até à experimentação”, explica a coordenadora do projeto, Dra. Lilian Cristina Pereira.

 

Foto: Bruno Giraldi / Acervo do Lab. TOXICAM

 

Conhecido popularmente como peixe Paulistinha, o zebrafish mede cerca de cinco centímetros quando adulto e apresenta 71% de similaridade genética com os seres humanos. Essa proximidade biológica, somada à transparência das larvas, ao rápido desenvolvimento embrionário e à alta taxa de reprodução - que pode chegar a 200 embriões por acasalamento -, faz do modelo uma alternativa eficiente, econômica e ética em relação ao uso de mamíferos em pesquisas biomédicas.

Segundo a professora Lilian, o zebrafish possibilita análises rápidas e de alta precisão sobre os efeitos de substâncias químicas, fármacos ou candidatos à fármacos ou contaminantes ambientais, permitindo a realização de ciência básica à aplicada. “Ele nos oferece agilidade e predição farmacológica e toxicológica, com  observação do desenvolvimento embrionário e dos efeitos adversos de forma não invasiva”, destaca.

Com o novo investimento, o Biotério de Zebrafish da UNIPEX passará por melhorias estruturais e aquisição de novos equipamentos, ampliando sua capacidade de atendimento a grupos de pesquisa da própria Unesp e de outras instituições. Entre as metas estão a implantação de sistemas automatizados de controle de qualidade da água, novos módulos de aquários, equipamentos de imagem e microscopia avançada, além de melhorias nas salas de experimentação, suporte técnico e certificação do biotério com status sanitário SPF (Livre de Patógenos Específicos), garantindo mais segurança, confiabilidade e bem-estar animal nas práticas científicas.

Vinculada à FMB/Unesp, a UNIPEX é uma estrutura multiusuária que conecta pesquisadores de várias unidades e programas de pós-graduação, promovendo a integração entre ciência básica e aplicada. A nova etapa de fortalecimento do biotério reafirma o compromisso da universidade com a excelência em pesquisa, inovação e biossegurança. Além de permitir e fortalecer ações de difusão científica.


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