Notícia
Moradora de Botucatu aciona Justiça após uso indevido da imagem do filho em documentário
Publicado em 21 de Abril de 2026 13:19
Uma moradora de Botucatu está processando uma produtora a Brasil Paralelo, por uso indevido da imagem de seu filho em um documentário produzido pela empresa de streaming de direita, recém processada por calunia contra a ativista Maria da Penha. O caso ganhou repercussão após reportagem publicada pelo jornal O Globo, que detalha a situação e os desdobramentos jurídicos de um documentário feito em uma escola da capital.
De acordo com a matéria, a criadora de conteúdo Mariana Lopes afirma que imagens de seu filho de 9 anos, foram utilizadas no documentário *“Pedagogia do abandono”* sem autorização e fora do contexto escolar. O menino, segundo ela, não estuda na Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Patrícia Galvão, em São Paulo, onde ocorreram gravações relacionadas à produção.
Ainda conforme o relato, as imagens teriam sido retiradas de um vídeo pessoal gravado durante uma atividade de Carnaval. Mariana alega que o material foi editado e inserido fora de contexto, sugerindo uma narrativa de influência escolar sobre a criança — versão que ela contesta.
Diante da situação, a moradora ingressou com ação na Justiça solicitando a retirada dos vídeos das plataformas digitais. O pedido se baseia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina a necessidade de autorização prévia dos responsáveis para a utilização de imagem de menores.


