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Mulher denuncia agressões de padre exorcista em igreja de São Manuel
Publicado em 11 de Agosto de 2025 16:54
A Polícia Civil de São Manuel investiga uma inusitada denuncia de agressão que teria sido praticada por um padre Católico exorcista, identificado como João José Bezerra pela Arquidiocese de Botucatu, contra uma mulher de 62 anos durante a missa de novena de São Miguel Arcanjo. O sacerdote é da Arquidiocese botucatuense, em Cerqueira Cesar.
O sacerdote teria agredido a fiel na última quinta-feira (7), quando tentava expulsar "um espírito maligno", segundo boletim de ocorrência (BO). O padre é lutador de Jiu-Jitsu, segundo o Boletim de Ocorrencia fornecido pela Seccional.
O padre se apresentou como exorcista no início da celebração, segundo relata o B.O, em depoimento dado por testemunhas. A aposentada relatou que, durante a passagem do Santíssimo (hóstia consagrada), “repousou no Espírito Santo” e permaneceu deitada no chão. Alguns minutos depois, segundo relatos de outros fiéis, ela teria começado a manifestar "um espírito maligno", entrando em "estado de inconsciência".
Ainda conforme o BO, nesse momento o padre se aproximou e passou a agredi-la fisicamente, alegando estar fazendo 'exorcismo', que é "expulsar espiritos malignos de determinadas pessoas". Ao recobrar a consciência, a mulher tentou avisá-lo de que já estava lúcida e pediu que parasse, o que, segundo ela, não aconteceu.
A vítima afirmou que o sacerdote puxou seus cabelos várias vezes, desferiu socos e chutes e a arremessou contra os bancos da igreja. O documento registra que ele só parou quando testemunhas se aproximaram para protegê-la.
O padre deixou o local sem prestar esclarecimentos à vítima e aos fiéis, antes da Policia ser acionada. A mulher disse que sua irmã presenciou a cena e que um dos frequentadores se dispôs a testemunhar. Ela também entregou à Polícia Civil fotos dos hematomas e uma reportagem que identifica o sacerdote.
ARQUIDIOCESE - Na manhã desta segunda-feira,11, a Arquidiocese de Botucatu emitiu comunicado informando que pediu afastamento do sacerdote e ofereceu assistencia médica para a mulher agredida. A Arquidiocese e o arcebispo D. Mauricio Grotto de Camargo, se colocaram a disposição da Justiça e autoridades para auxiliar o processo de responsabilização sobre o exorcismo.
A Igreja não divulgou se o sacerdote era preparado para as praticas de exorcismo. Segundo o direito canonico, apenas padres devidamente autorizados podem realizar esse tipo de cerimonia.
Confira as notas emitidas pela Arquidiocese


